sábado, 8 de fevereiro de 2014

O Nosso Carimbó Paraence.

CARIMBÓ


O Carimbó que se pratica hoje, ritmo tipicamente nortista, definido na região do Salgado do Estado do Pará é o CARIMBÓ PRAIANO cuja tradição remonta ao século XVIII tem sua evolução na região do Salgado em épocas bem marcantes nas fazendas e sítios, onde os negros escravos predominavam com seu trabalho. Através do batuque encontrou-se o ritmo denominado de carimbó, transformando-se em lazer, cuja dança favorecia o afastamento do estado nostálgico do negro.
SUAS CARACTERÍSTICAS.
A característica do carimbó ou curimbó provem, originariamente, da qualidade do tambor usado pelos negros, chamado de carimbó, principal instrumento do batuque.

  •       O Carimbó não se resume apenas nas variações ou nos movimentos dos dançarinos, visto que possui coreografia variada e bem definida e que obedecer um certo ritual que os mais antigos, obrigatoriamente, seguiam como determinado para se dançar, pois, com certeza o ritmo, como a cantiga e o balanço do corpo serviam para exprimir as vibrações da dança e que chegavam a encenação de imitação dos bichos.  Daí se ter a dança do peru, da formiga, do tatu, do carneiro etc.
  •          Em inúmeras músicas registradas podem-se encontrar alusões a bichos, pássaros, pessoas do povo ou fatos bem comuns, assim que temos poesias em ritmo de carimbó homenageando a periquitambóia (cobra), o jacaré, o tubarão, a lavadeira, o Peru, da Atalaia (posto de observação), O roda pião, o maçarico etc.

  •          Na verdade,  é bom que se diga, que o carimbó também é a expressão viva do lamento caboclo, de sua desilusão com os dirigentes, ou para alertar, ou dar recados importantes, demonstrar a ilusão no amor, como maneira expressiva da crônica diária que vivem os poetas, pescadores, lavradores ou pagodeiros.
PRINCIPAIS ARTISTAS
O carimbó paraense se desenvolveu, e de certa forma permaneceu mais vivo, em três regiões do Estado: Soure (carimbó pastoril), Santarém (carimbó rural) e zona do Salgado. Marapanim, município desta última região, ainda hoje guarda a fama de ser o principal difusor do ritmo.  De tantos nomes, lendas e histórias que os rondam, já se tornaram uma espécie de patrimônio vivo regional. Eles, na sua grande maioria, vieram de um passado simples e nunca imaginavam chegar aonde já até ultrapassaram. Não é à toa que os chamam de mestres da música popular paraense. Por onde eles passaram, deixaram um rastro de alegria e de verdadeiro orgulho das nossas raízes. Esses são os mestres do Pará.

Possuem muitos nomes e apelidos. Bernardo, Cantídio, Ninito, Mimico, Simão, Come-Barro, Lucas, Pinduca, Lucindo, Verequete, Curica, Vieira, Aldo, Tio Pedro e tantos outros.




Dança do Carimbó - Belém - PA

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